Aos professores, sobre o processo seletivo ACT/2020

Olá, [email protected] professores!

Vocês tem acompanhado minhas ações em relação ao processo seletivo de ACTs 2019/2020, entre eles, levar ao plenário da Assembleia Legislativa o descontentamento dos(as) candidatos(as) e reunir as denúncias e reclamações visando a medidas jurídicas e administrativas cabíveis. 

Acompanho a luta dos(as) profissionais da educação há muito tempo, em especial na condição de deputada estadual desde 2011. Resistimos e enfrentamos muitas batalhas. Algumas vitoriosas, outras em andamento, e, ainda, outras com muitas dificuldades de avançar.

A situação do segundo professor em SC tem sido um processo bem doloroso. Afinal, a inclusão é um grande e permanente desafio: ainda não temos lei que define o cargo, a habilitação, as atribuições, entre outros.

Agora, finalmente passamos a tratar desses temas em um grupo de trabalho (GT) oficial, com a participação da Secretaria de Estado da Educação (SED)  da Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) e do nosso mandato, na condição de representante da ALESC, entre outros integrantes.

Temos ciência do quanto a garantia de concurso público, ainda a ser conquistada, é uma das grandes metas dessa luta. 

Enquanto isso, sobre o processo seletivo deste ano, várias perguntas precisam ser feitas, entre elas, por que em média apenas 15% dos profissionais atingiram a nota mínima?

Não vou me aprofundar neste debate agora porque, honestamente, não solucionaria o problema neste momento, mas trata-se de um ponto sobre o qual precisamos nos debruçar. Afinal, compreender as causas é fundamental para corrigir os rumos.

Pontualmente, na condição de deputada estadual, entrei em contato com o secretário de estado da educação, Natalino Uggioni. Além de manifestar minha preocupação acerca do baixo índice de aprovação, questionei-o sobre os próximos passos. Resumidamente, segundo a resposta dele, a SED avalia o processo seletivo como “dentro da normalidade” e, por conseguinte, as etapas posteriores devem seguir normalmente.  

De acordo com a lei 16.861/2015, a próxima etapa seria, então, a chamada pública. Ou seja, não preenchendo todas as vagas por processo seletivo, chamam-se os interessados e, de acordo com a maior habilitação, preenchem-se os quadros disponíveis por região. Mas, por enquanto, esta é uma interpretação minha, uma vez que não temos tal informação oficial da SED.

Quanto a anulação do concurso? Levantamos a possibilidade junto a nossa assessoria mas não julgamos a medida como a resolução mais adequada ao considerar os impactos a toda conjuntura. 

É a primeira vez que estamos diante de uma situação assim. Os professores e as professoras sabem do meu compromisso com a valorização dos profissionais e a luta pela melhoria da qualidade da educação, portanto, mesmo no recesso legislativo, estamos atentos, acompanhando e buscando saídas. Por fim, garanto: o que for do nosso alcance será feito.

Grande abraço e força a [email protected]!

10 COMENTÁRIOS

  1. No minimo o que deveria ser feito apenas classificatório, pois se trata de muitos aspetos de dualidade. Quando iniciamos a leitura do edital não se tem a certeza se pedagogia o professor é habilitado ou não habilitado. Para se tornar classificatório exigia no minimo acertar 3 questões da geral e 6 especifica, porém necessitava acertar 60% da prova, porém a nota de prova não vale 100 e sim 90 pontos, e as questões gerais valem menos que a especifica. Teve dezenas de professores que acertaram 11 questões e não entraram, porém outros acertaram 11 e entraram na listagem, devido ao candidato ter que somar ua pontuação de 54 pontos e não 60 pontos. Questões que deveriam ser anuladas e não foram, banca que não tratou a magnitude de um trabalho, tornando a prova como um todo sempre na dualidade. É bem verdade que alguns poucos conseguiram o minimo suficiente para aprovação, mais de fato essa prova textou mais a sorte do que o conhecimento dos candidatos. Isso demonstra o desinteresse ainda não sei se é pela banca ou por parte do governo a questões do 2 professores, que tem esse segundo só no seu nome pois quando falta alguma coisa na escola é o primeiro a tudo, seja trampando buraco de outros professores, e sendo o 1 a entrar na sala com os alunos especiais. Cade você governante Moisés? E mais uma vez agradeço o seu compromisso por sempre lutar pela educação especial.

  2. Isso tudo é muito triste !!!! Está banca Objetiva é uma fraude !!!!! Sabe uma humilhação para os docentes quero ver se a máquina dará conta de cuidar destes pequenos (a) do nosso estado.Dizem que somos cuidadores muletas e tantos outros adjetivos que nos entristece mas nós só queremos trabalhar e fazer o que sabemos fazer repúdio está banca .

  3. Um dos motivos é o gabarito que em matemática PENOA da como INCORRETA, no gabarito após os recursos, a alternativa da questão 19 dizendo que se y é real e diferente de zero então y ao quadrado é positivo. Meu Deus, quem colocam para elaborar e avaliar nossos professores? Não participei desse processo pois sou efetivo no Estado, mas como professor fico indignado.

  4. Deputada penso que casa empresa que faz processo seletivo faz licitação e faz o edital conforme a demanda e a realidade do município. O nosso caso de segundo professor houve bastante reprovação porque estava difícil mesmo as questões, mas nada que foi executado foi fora do edital. Poderia ter feito um processo seletivo classificatório e não eleminatório. Esse foi o equívoco, por isso as queixas.

  5. No momento me sinto indignada com o processo seletivo de 2019 os enunciados das perguntas muito confusas espero que nossa situação seja solucionada afinal quem perde são nossos alunos especiais

  6. Está cada vez mais lamentável a situação de todos nós professores, e não é para menos que temos ficado doentes. A desvalorização por parte de tantas pessoas, de pais, de governantes cada dia nos desilude, decepciona mais. É muito óbvio que para nosso presidente e tantos outros governantes o ideal é um povo “sem cultura, sem estudo”, pois poderão manejar o Brasil da forma que quiserem. Quanto a Educação Especial que é a minha área, lamento mais ainda, estamos perdidos, estudamos para chegarmos nessa falta de respeito total conosco, com nossos pais e alunos especiais. Se continuar assim presenciaremos um grande “retrocesso” na área da Educação Especial.

  7. Quantos professores acts que pagaram para ter um bom resultado, mas o que mais me deixa indignada é que não foi classificatória então fomos pegos de surpresa e esse valor pago a eles sem valores aos professores acts…Todos estamos na luta para trabalharmos…

  8. Eu concordo que foi uma fraude.alem de ter um só fiscal na sala havia conversas entre candidatos, saiu e entravam na sala quando queriam. Início da prova com 15 min de atraso.nunca vi um teste assim. Tinha na minha sala candidato que realizaria prova em outra sala.um absurdo.

  9. No meu ver deveriam ter anulado esse processo, estou muito decepcionada com tal situação, consegui o q eles pediam, oi seja 3 e 6 E mesmo assim me desclassificaram, UM ABSURDO.

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