A deputada Luciane Carminatti (PT) esteve em Brasília nesta quarta-feira (04) para participar do lançamento do Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio, iniciativa inédita do governo federal que reúne o Executivo, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário em resposta à escalada da violência de gênero no Brasil. O pacto foi lançado em um contexto alarmante: quatro mulheres são vítimas de feminicídio a cada 24 horas no país.
Durante o evento, Luciane destacou a importância do compromisso assumido pelo presidente Lula e pelas instituições envolvidas. “Acompanhei de perto a fala do nosso presidente e também de todos os poderes que se comprometeram com essa causa. É uma ação necessária se quisermos proteger meninas e mulheres da violência”, afirmou.
Luciane ressaltou a gravidade da situação em Santa Catarina, que figura entre os estados com os piores indicadores de violência contra mulheres. Em 2025, o estado registrou 52 feminicídios, média de um por semana.
As tentativas de feminicídio chegaram a 225 casos, colocando Santa Catarina na quinta posição nacional nesse tipo de crime e representando um aumento de 6,64% em relação a 2024. Já em 2026, mesmo com o ano ainda no início, cinco mulheres já foram assassinadas. Em todos os casos, os suspeitos eram conhecidos das vítimas.
Convite
“O problema se repete em todo o país, mas os números em Santa Catarina são vergonhosos. Por isso, esse pacto precisa ser debatido em todos os estados, especialmente em Santa Catarina”, enfatizou a deputada, que convidou a ministra das Mulheres do governo federal, Márcia Lopes, para vir a Santa Catarina apresentar o projeto.
Luciane e a juiza catarinense Naiara Brancher, integrante da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cevid), entregaram para a ministra a Carta por Catarina, documento construído e aprovado em audiência pública promovida na Assembleia Legislativa (Alesc) por proposição da deputada, após o estupro e assassinato de Catarina Kasten em novembro de 2026 em Florianópolis.
#Todosportodas
O Pacto Nacional de Combate ao Feminicídio é orientado pelo conceito “Todos juntos por todas” e busca ampliar o enfrentamento à violência para além das mulheres e meninas, convocando toda a sociedade — especialmente os homens — a assumirem um papel ativo como aliados no combate à violência de gênero.
Para Luciane Carminatti, a mensagem do presidente Lula foi central e necessária. “Os homens precisam se envolver no combate à violência contra as mulheres. Não podem ser as vítimas as únicas a lutar por mais segurança. Isso precisa partir de toda a sociedade.”
“Vamos trazer o governo federal e a ministra para lançar o pacto no nosso estado. É um tema para todos os dias e para todos os discursos. O Brasil inteiro tem que se unir para combater esta epidemia”, acrescentou.
Juliana Wilke
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