Plenário: 100 dias Bolsonaro

Esta semana começou mais difícil para todos nós, brasileiros e brasileiras, que ainda tentamos assimilar a trágica constatação: nosso País está sendo governado pelo Presidente com a pior avaliação da história nos cem primeiros dias de governo. E não é opinião da Oposição. É o resultado de uma pesquisa técnica que ouviu quem mais interessa: a população. Vamos ver os resultados.

(RODA VÍDEO do FANTÁSTICO, último domingo, mostrando o resultado de Bolsonaro em comparação com Lula e Dilma. )

O resultado desta pesquisa não traz apenas sensações. É a constatação da dura realidade que passamos a enfrentar no Governo Bolsonaro. Eu poderia listar uma série de dificuldades impostas ao povo brasileiro, mas para ser breve trago apenas um: o desemprego aumentou. Depois de 8 meses consecutivos de queda, a taxa chega a 12% e atinge 12,7 milhões de pessoas, segundo o IBGE.

E nós sabemos porquê. O governo do presidente Jair Bolsonaro não tem tempo para se dedicar ao trabalho. É uma crise após outra, de laranjal do PSL à lamentável sucessão de demissões no Ministério da Educação.

Resultado? O governo Bolsonaro chega aos cem dias de governo SEM DAR CONTA de cumprir os 35 objetivos elencados por si próprio como prioridades.  Segundo levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo nesta semana, DOIS TERÇOS das metas não foram alcançadas! Nesta preocupante lista estão a criação do programa Alfabetização Acima de Tudo, do Ministério da Educação, e o aumento da cobertura vacinal.

E por falar em Ministério da Educação… Não nos vem outra pergunta a não ser: quando o governo Bolsonaro vai parar de prejudicar a Educação do nosso País? 

Além da vergonhosa crise que culminou na demissão de Ricardo Vélez do cargo de ministro, Bolsonaro acaba de entregar a pasta mais importante – para o presente e para o futuro do Brasil – nas mãos de um homem que não entende nada de educação, é um especialista em mercado financeiro. 

Abraham Weintraub também foi indicado por Olavo de Carvalho, conhecido por reduzir a educação à uma guerra cultural que passa longe da efetiva discussão de políticas públicas educacionais. 

Mas Abraham Weintraub tem um vínculo ainda mais preocupante: é da ala de Paulo Guedes, enquanto Vélez era dos militares. Se a militarização da escola era a principal bandeira de Vélez, agora teremos de resistir a uma investida ainda mais ameaçadora aos direitos da Educação: as manobras para acabar com o financiamento público obrigatório ao setor. 

Para piorar, a constatação de um irreparável atraso: em 100 dias de governo, Bolsonaro não apresentou avanços concretos em temáticas centrais para a Educação Básica brasileira. 

O movimento Todos pela Educação fez uma avaliação técnica e divulgou um placar assustador. 

Vamos ver na tela.

Eu chamo a atenção para dois tópicos: o item número 2, que trata de financiamento capaz de contemplar melhor as nossas escolas aqui em Santa Catarina. Considerando que o Fundeb vence já no ano que vem, é fundamental que o Ministério da Educação encare este debate com máxima prioridade.

E, para um estado com resultados bastante negativos na avaliação do Ensino Médio, vejam que preocupante o item 7: em 100 dias de Governo, a temática do Novo Ensino Médio teve poucos avanços no Ministério da Educação.  O Programa de Apoio à Implementação da Base Nacional Curricular Comum do Ensino Médio, focado em apoiar a revisão e elaboração dos currículos estaduais para esta etapa, foi lançado mas até agora não começou na prática. Falta avaliar os planos de trabalho dos Estados e liberar recursos para o pagamento de bolsas e demais ações.  

Além disso, ainda não houve definição formal sobre outras iniciativas importantes de apoio do MEC aos Estados, tais como o Programa de Apoio ao Novo Ensino Médio (que envolve acordo de 250 milhões de dólares com o Banco Mundial e a Política de Fomento ao Ensino Médio em Tempo Integral.

Diante deste cenário de desorganização geral da Educação brasileira, que acabo de trazer, eu fico com a fala do companheiro Daniel Cara, educador e cientista político, coordenador nacional da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Neste mar de lama que o Brasil se encontra, a gente precisa ter a fortaleza de lutar pela Educação, como está prevista na Constituição Brasileira: uma Educação pública, gratuita, laica e de qualidade.

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