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A Economia Solidária é uma forma de produzir, trabalhar e gerar renda baseada na cooperação, na autogestão, na solidariedade e na valorização das pessoas e dos territórios. No próximo mandato, vamos fortalecer essa política a partir da atuação parlamentar: legislando, disputando orçamento, fiscalizando o Governo do Estado e articulando municípios, universidades, empreendimentos e movimentos sociais.

Conheça nossas propostas para
a economia solidária

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ECONOMIA SOLIDÁRIA COM ORÇAMENTO E POLÍTICA PERMANENTE

Vamos defender que a Economia Solidária tenha orçamento permanente e prioridade no planejamento do Estado, atuando na discussão do PPA, da LDO e da LOA. Vamos cobrar do Governo do Estado a execução dos recursos aprovados e a implementação efetiva da política estadual, fortalecendo também o Conselho Estadual e a estrutura pública responsável pelo acompanhamento dos programas.

Nosso compromisso é garantir que a Economia Solidária não dependa de ações pontuais ou da vontade de cada governo, mas seja reconhecida como uma política permanente de desenvolvimento de Santa Catarina.

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CONHECER, ORGANIZAR E FORTALECER A ECONOMIA SOLIDÁRIA

Vamos fortalecer e ampliar o mapeamento estadual da Economia Solidária, com o fortalecimento e a modernização do CADSOL, aproximando o Estado, os municípios, as universidades e os Fóruns Regionais. Precisamos conhecer quem são, onde estão e quais são as necessidades dos empreendimentos, incluindo agricultores familiares, artesãos, catadores, grupos informais e iniciativas que ainda não se reconhecem como parte da Economia Solidária.

A partir de dados reais, será possível planejar políticas públicas, ampliar o acesso aos recursos e garantir que nenhuma região fique invisível.

Quem não aparece nos dados não consegue disputar política pública. Vamos fazer a Economia Solidária aparecer e ser reconhecida em todo o Estado.

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MAIS MERCADO PARA QUEM PRODUZ

Vamos defender uma política estadual de comercialização da Economia Solidária, ampliando o acesso dos empreendimentos às compras públicas e aos espaços de venda. Vamos atuar para facilitar a participação em compras governamentais, fortalecer as feiras, ampliar o uso de espaços públicos para comercialização e garantir mais oportunidades. Também vamos defender redes de comércio justo que aproximem quem produz de quem consome, reduzindo a dependência dos atravessadores.

Produzir é importante. Mas produzir e não ter onde vender não garante renda. Nossa proposta é fortalecer o mercado para quem trabalha e produz coletivamente.

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CIRCUITO CATARINENSE DE FEIRAS DA ECONOMIA SOLIDÁRIA

Vamos defender a criação de um Circuito Catarinense de Feiras da Economia Solidária, articulando feiras estaduais, regionais e municipais e promovendo a circulação dos empreendimentos entre os diferentes territórios.

Queremos também viabilizar uma Feira Estadual de Economia Solidária. As feiras são espaços de comercialização, mas também de encontro, formação, organização política e divulgação da Economia Solidária.

Mais feiras significam mais oportunidades para quem produz, mais renda nos territórios e mais pessoas conhecendo a Economia Solidária.

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FORMAÇÃO PARA A AUTOGESTÃO E PARA A ECONOMIA SOLIDÁRIA

Vamos defender uma política permanente de formação em Economia Solidária, articulando empreendimentos, Fóruns Regionais, universidades e entidades de apoio.

A formação deve tratar de autogestão, cooperativismo, organização coletiva, comercialização, compras públicas, gestão, legislação, comunicação, tecnologia e políticas públicas. Também vamos defender a criação de uma rede de formação de formadores, para que o conhecimento possa chegar a todas as regiões.

Formar é fortalecer a autonomia. Uma Economia Solidária forte precisa de trabalhadores organizados, conscientes e preparados para gerir seus próprios empreendimentos.

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CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO A SERVIÇO DA ECONOMIA SOLIDÁRIA

Vamos apresentar e defender uma Lei Estadual de Tecnologia Social, colocando a Economia Solidária dentro da agenda de ciência, tecnologia e inovação de Santa Catarina.

Queremos aproximar empreendimentos, universidades, pesquisadores e FAPESC para desenvolver tecnologias, produtos e processos que respondam às necessidades reais dos territórios. Também vamos defender editais específicos e adequados à realidade dos empreendimentos e entidades de apoio.

A inovação não pode estar somente a serviço das grandes empresas. A ciência e a tecnologia também precisam chegar às cooperativas, associações, comunidades e trabalhadores da Economia Solidária.

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UNIVERSIDADES E INCUBADORAS FORTALECENDO QUEM EMPREENDE COLETIVAMENTE

Vamos defender uma política permanente de apoio às Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares e às universidades que trabalham com Economia Solidária.

Queremos fortalecer pesquisa, extensão, assistência técnica, bolsas e acompanhamento dos empreendimentos, apoiando tanto grupos que já existem quanto aqueles que estão começando sua organização.

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AGRICULTURA FAMILIAR, RECICLAGEM E ECONOMIA CIRCULAR

Vamos aproximar a Economia Solidária de duas áreas estratégicas para Santa Catarina: agricultura familiar e reciclagem.

Na agricultura familiar, vamos defender compras públicas, circuitos curtos de comercialização e mecanismos de distribuição dos alimentos entre as regiões do Estado, fortalecendo especialmente a produção agroecológica e orgânica.

Na reciclagem, vamos defender o fortalecimento das cooperativas de catadores, com equipamentos, infraestrutura, logística, formação e melhores condições de comercialização.

Quem produz alimento e quem transforma resíduos também produz riqueza, trabalho e sustentabilidade para Santa Catarina.

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ECONOMIA SOLIDÁRIA PARA AS MULHERES E PARA A AUTONOMIA ECONÔMICA

Vamos defender a integração da Economia Solidária com as políticas de promoção dos direitos das mulheres, reconhecendo o papel central das mulheres na produção, na organização dos empreendimentos e na geração de renda.

Queremos ampliar o acesso das mulheres à formação, comercialização, compras públicas, editais e espaços de venda, fortalecendo sua autonomia econômica e suas redes de organização.

Também vamos valorizar as artesãs, especialmente as mulheres idosas, seus saberes, suas histórias e sua produção. Fortalecer a Economia Solidária é também fortalecer a autonomia econômica das mulheres.

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ECONOMIA SOLIDÁRIA, CULTURA E SAÚDE

Vamos defender uma maior integração entre Economia Solidária, Cultura Viva, saúde e assistência social.

Queremos ampliar a participação dos empreendimentos culturais nas políticas públicas, fortalecer artesanato e produção cultural comunitária e aproximar a Economia Solidária das políticas de saúde, especialmente nas áreas de saúde mental, plantas medicinais e fitoterápicos.

A Economia Solidária está presente onde as pessoas produzem, criam, cuidam e constroem comunidade. As políticas públicas precisam reconhecer essa potência.

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NOVAS FORMAS DE TRABALHO

Vamos abrir uma nova frente de atuação para trabalhadores que vivem das novas formas de trabalho, especialmente os trabalhadores de aplicativos.

Vamos defender estudos, experiências e políticas de cooperativismo de plataforma, buscando alternativas para que trabalhadores tenham maior controle sobre sua organização, sua renda, seus dados e os resultados do próprio trabalho.

Também vamos estimular a aproximação da Economia Solidária com a transformação digital, as redes colaborativas e novas ferramentas de comercialização.

A Economia Solidária precisa estar preparada para o futuro do trabalho sem abrir mão dos direitos, da autonomia e da dignidade de quem trabalha.

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ECONOMIA SOLIDÁRIA EM TODOS OS MUNICÍPIOS E REGIÕES

Vamos defender uma política de apoio aos municípios para que possam criar e fortalecer suas próprias políticas de Economia Solidária. O mandato poderá articular legislação, formação, intercâmbio de experiências e diálogo com o Governo do Estado para apoiar municípios interessados em criar programas, conselhos e estruturas locais.

Também vamos fortalecer os Fóruns Regionais e garantir atenção especial às regiões onde a política ainda está pouco estruturada.

Queremos uma Economia Solidária presente em todo o território catarinense da Serra ao Extremo Oeste, do Norte ao Sul, dos grandes centros aos pequenos municípios.

UMA TRAJETÓRIA DE LUTA, CONSTRUÇÃO
E COMPROMISSO COM A ECONOMIA SOLIDÁRIA

A Economia Solidária nasce da organização de pessoas que acreditam em uma forma de produzir e trabalhar baseada na igualdade, na cooperação, na solidariedade e na dignidade. Em Santa Catarina, essa luta ganhou reconhecimento institucional e se transformou em política pública com a Lei Estadual nº 17.702/2019, que reconhece a economia solidária como parte legítima do desenvolvimento do Estado.

A construção dessa política, porém, começou antes da aprovação da lei. Em 2011, o mandato da deputada estadual Luciane Carminatti participou da primeira articulação entre parlamentares e o Fórum Catarinense de Economia Solidária. No mesmo ano, a aprovação da PEC 58 inseriu na Constituição Estadual o dever do Estado de apoiar empreendimentos de economia solidária, cooperativismo e associativismo. Também foram realizadas audiência pública e articulações que levaram, em 2013, à criação da Frente Parlamentar de Economia Solidária na Alesc, inaugurando uma nova etapa de diálogo e valorização das experiências catarinenses.

Em 2016, Luciane deu um passo decisivo ao propor o PL 124/2016, que estabelecia as bases para uma Política Estadual de Economia Solidária. A proposta foi acompanhada de um amplo processo de construção coletiva: em 2017, foram realizados debates regionais em Criciúma, Lages, São Miguel do

Oeste, Chapecó, Blumenau e Itajaí, além da audiência pública “Construindo uma Política Estadual de ECOSOL”. O projeto foi aprovado pela Alesc em dezembro de 2018 e sancionado em janeiro de 2019, transformando-se na Lei 17.702/2019, marco legal catarinense da Economia Solidária.

A lei reconhece cooperativas, associações e grupos produtivos como empreendimentos econômicos solidários e estabelece que o Estado deve apoiá-los, fortalecê-los e incluí-los nas políticas públicas. Entre as garantias estão formação, crédito, comercialização, inovação e espaço nas compras públicas, feiras, programas e planos de governo. A política também se fundamenta em princípios como autogestão, cooperação, sustentabilidade, solidariedade e democracia econômica, colocando o trabalho coletivo e a distribuição justa de oportunidades no centro do desenvolvimento.

A atuação do mandato continuou depois da sanção da lei. Em 2019, a Frente Parlamentar foi reinstalada e foi criado um Grupo de Trabalho de Regulamentação, reunindo diferentes setores para detalhar a aplicação da política. Em 2020, a Economia Solidária passou a contar com dotação no orçamento estadual. Em junho de 2021, o Decreto nº 1.332/2021 instituiu o CadSol/SC, cadastro oficial dos empreendimentos de economia solidária.

Outro marco importante veio em dezembro de 2021, com a garantia de R$ 4 milhões para o fomento à Economia Solidária. Em 2022, foram lançados os primeiros editais, incluindo R$ 1,1 milhão para fomento, R$ 200 mil para mapeamento e R$ 400 mil para o CadSol. A partir de 2024, os recursos começaram a ser liberados para a execução dos projetos regionais, enquanto as conferências Estadual e Nacional, realizadas no período de 2024–2025, consolidaram a participação de Santa Catarina no debate nacional sobre o tema.

A política, entretanto, ainda enfrenta desafios. O documento aponta a necessidade de estrutura técnica nos municípios, integração entre secretarias, formação de gestores públicos e financiamento contínuo. Para os empreendimentos, também são fundamentais a ampliação das assessorias técnicas, formação permanente, fortalecimento da comercialização, crédito acessível e maior visibilidade para quem produz. O objetivo é fazer com que a Economia Solidária deixe de depender de ações pontuais e se consolide definitivamente como política de Estado.

É nesse sentido que o mandato de Luciane segue atuando. Em 2025, foram aprovadas emendas ao orçamento estadual garantindo R$ 1 milhão para o fomento a entidades de apoio e assessoramento técnico aos empreendimentos de economia solidária, R$ 250 mil para a realização da Feira Estadual e R$ 250 mil para a manutenção e atualização do CadSol estadual. Em fevereiro de 2026, Luciane também participou de audiência com o governador para tratar da liberação dos recursos destinados à Economia Solidária em Santa Catarina.

Assim, a atuação da deputada Luciane Carminatti na Economia Solidária ajudou a transformar uma reivindicação dos movimentos, fóruns, cooperativas e entidades de apoio em uma política pública estruturada: da articulação parlamentar e da inclusão do tema na Constituição Estadual, passando pela criação da Frente Parlamentar e pela construção participativa da Lei 17.702/2019, até a regulamentação, a criação do CadSol, a conquista de recursos, os editais e os novos investimentos.

Mais do que criar uma lei, o desafio agora é fazer cada direito previsto nela chegar à vida de quem produz, trabalha e gera renda por meio da economia solidária.

NOSSO COMPROMISSO

No próximo mandato, vamos continuar fazendo da Assembleia Legislativa um espaço de escuta, legislação, orçamento, fiscalização e articulação em defesa da Economia Solidária.

Vamos defender uma economia que coloque o trabalho, a cooperação, a sustentabilidade e a dignidade das pessoas no centro do desenvolvimento. Porque quando um empreendimento solidário cresce, não cresce apenas uma pessoa.

Cresce uma família. Cresce uma comunidade. Circula renda no território. Fortalece-se o trabalho. Fortalece-se a democracia econômica.

Economia Solidária é trabalho, renda, cooperação e futuro.

Luciane Carminatti: compromisso com quem produz, trabalha e transforma Santa Catarina.

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